A terceira edição dessa mega produção chega com força nos cinemas, mas com razão, filme com elenco de peso que vai de Brad Pitt ao ganhador do Oscar Al Pacino.O filme respeita a fórmula dos dois enredos anteriores, especulações, canastrismo, reviravoltas, o sorriso canalha de Clooney, piadinhas dos comparsas, cassinos, planos elegantes (smoking a rigor), altamente tecnológicos, perfeitamente arquitetados e seguidos pela trupe, esta que, a cada filme aumenta seu número, seja para deixar a trama ainda mais complexa ou simplesmente pra deixar uma coerência de números. Será que daqui a uns anos vai chegar o Ocean's 20? Lógico, contando com os faxineiros e os jogatinos :).
Um dos pontos positivos do filme logicamente vai para o gênio Al Pacino, que simplesmente fez a franquia manter o patamar com seu show de interpretação, para quem poderia dar um papel de vilão se não para um dos melhores vilões de todos os tempos? Pelo menos desta vez Matt Damon teve uma presença razoavelmente atuante e cômica já que nos anteriores estava um pouco apagado, já Brad Pitt como sempre se mantendo o papel de bom amigo, co-atuante e coadjuvante do protagonista.
Algumas coisas não se encaixaram. Andy Garcia em toda franquia se mantém exageradamente frio e calculista. Até o maior dos canalhas merece um suor no rosto ou um cabelo despenteado. Acho que a frieza e distância ficou tão clara que atrapalhou sua própria competência artística no filme. Ou será o excesso de botox?
Para quem gostou dos anteriores será um prato cheio pela ação e pelo próprio jogo que circula em torno da trama, sem esquecer que é um grande presente para o público feminino. Para um pseudo-crítico como o editor desta coluna resume-se a um bom cinema-pipoca, que facilmente pode ser visto pela família num fim de semana.