sexta-feira, 4 de maio de 2007

It's All Gone Pete Tong (Ritmo Acelerado)

Esse filme é ducaralho! Podem alugar, baixar, ver, o que for. É diversão garantida.

Confesso que quando estava na locadora, o que me atraiu foi a capa, onde mostra o DJ, e fala que é a historia de um DJ que ficou surdo e tudo mais. Eu, como fã de carteirinha de musica eletronica, e como DJs fazem parte do meu universo, me interessei de cara.

Atenção atenção! SPOILERS (o que é isso?) ahead!

Fiquei especialmente interessado nessa história de DJ surdo. Uau, um Beethoven moderno? Que legal. O filme realmente conta a historia de Frankie Wilde, um DJ que é o mega-hiper-master astro da musica eletrônica mundial, venerado como um Deus. Inclusive aparecem relatos de vários DJs que são considerados os melhores do mundo (Tiesto, Paul Van Dyk, etc) falando do cara como se ele fosse o melhor DJ de todos os tempos. Você logo de cara fica preso a historia, acreditando em tudo, como se fosse um filme biográfico.

Quando acabou o filme, fiquei logo interessado em obter algum som desse cara que u nunca tinha ouvido falar antes, catei na internet e logo descobri que na verdade é tudo mentira: ele nunca existiu, é um personagem de ficção. Fiquei ao mesmo tempo triste e feliz. Triste por que não descobri um DJ novo foda, mas feliz por isso me fez ver como um filme que tinha já adorado se tornou ainda melhor. O filme me fez de pato, me enganou direitinho.

A historia se passa nos tempos atuais, com a vida louca do DJ em Ibiza, regada a muitas drogas, mulheres, iates, festas, etc. Aos poucos ele vai ficando completamente surdo e isso faz sua vida mudar completamente. Os atores todos e a fotografia e direção de arte do filme são totalmente ducaralho. O som é inacreditável, você se sente dentro das festas. Achei realmente tudo foda: roteiro, enredo, elenco, direção, fotografia.

Só não entendi por que esse filme ganhou prêmios em festivais de comédia. Esse filme NÃO é uma comédia. Claro que tem cenas engraçadas, afinal a vida do cara é completamente alucinada, mas o filme passa longe de ser um filme "para toda a família". Tem cenas fortes (de uso intenso de cocaína e heroína), tristes, depressivas (como seu período de loucura pós-surdez total).

Depois, analisando melhor o filme, sabendo que era tudo ficção, até achei meio bobinho o enredo todo certinho e linear, mas não deixei que isso estragasse a minha opinião geral do filme, que é a seguinte: MUITO FODA!

Nine Lives (Questão de Vida)

Bom, nem só de flores é feita a vida. Esse é um blog de resenhas de filmes e vai ter filme ruim também. Esse é o caso de um ruim, bem ruim.

Eu gosto muito de filmes que tratam de temas da vida cotidiana, de pessoas como eu e você, sem fantasias e tramas inacreditáveis. Gosto de filme assim, é bem mais dificil prum diretor e pros atores representarem a vida real do que temas fantásticos. Tem ótimos filmes desse tipo (os que vi recentemente: Segredos & Mentiras, Babel), mas quando erram a mão é brabo de aturar, se torna um tédio infinito. Esse filme, surpreendentemente tem como produtor executivo o Alexandro Gonzalez Iñarritú (diretor de Babel, 21 Gramas, etc). Deu pra percber então que esse cara tem um forte viés para fazer filmes com enredos não-lineares.

Esse filme conta a história de nove mulheres, mulheres normais, com vidas normais, problemas, traumas e felicidades normais. O elenco está ótimo, a direção (de Rodrigo García) é ótima também, mas o roteiro e o enredo deixam muito a desejar. As histórias não tem nenhuma relação entre si, de vez em quando aparece uma personagem de uma em outra, mas não adicionando nada a trama, ou nem sequer falando uma palavra. As historietas começam do nada e acabam do nada, são apenas o "meio" de algo que em nenhum momento se explica.

O que me fez gostar da direção foi o fato de que cada historia é filmada de uma tacada só, sem cortes. Se têm cortes então são tão perfeitos que se tornam absolutamente imperceptíveis. A câmera segue a protagonista o tempo todo, a cena é uma só, cenas de dez, doze minutos. Isso é no mínimo um puta desafio pra qualquer diretor. Fora isso, o filme é um saco. Parece que você pegou ele no meio e saiu (ou dormiu) antes do fim.

Me parece muito aqueles filme do cinema pelo cinema e para o cinema. Não tem história, não tem uma mensagem clara, não tem desfecho, nada se explica. Cinema "cabeça" demais pra minha cabeça, não recomendo.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias

Aonde vi: DVD, no meu sitio, no sul de Minas, lugar aonde nem telefone tem, totalmente "roots".

Esse era o tipo de filme que antes de ver eu tinha alguma certeza de que era bom, nem precisei perguntar muito por aí. Minutos antes de assistir, minha mãe, que não é lá muito fã de cinema nacional falou que adorou, mais um ponto.

O filme é realmente muito bom, bem acima da média dos filmes nacionais que vi recentemente. A produção é o que mais impressiona, impecável. Os figurinos, a cenografia, a composição da época em que o filme se passa (anos 70, mais exatamente no ano de 1970). O filme conta a historia de um menino cujos pais "saem de férias" para fugir da ditadura, e tem como pano de fundo a ditadura militar (obviamente) e a Copa do Mundo de 1970, a qual o Brasil ganhou e que trouxe um fio de alegria num povo que vivia acoado nas ruas pelas constantes repressões da policia.

O ator mirim é bom, mas não é ótimo. A menina, que faz o papel de coadjuvante é melhor e dá um certo brilho a relação dos dois no filme, que é muito bem colocada, de forma sensível e sutil. Não há clichês, não tem piadas idiotas e óbvias, o humor é inteligente e a crítica leve porém presente em cada momento. Pra quem não é fã de cinema nacional, mas gosta de filme com crianças, dê uma chance a este, não vai se arrepender. Pra quem é fã, nem preciso falar nada, você provavelmente já viu esse filme. =)

Inauguração do Blog

Acho que é no mínimo obrigatório ter aqui um post inaugural, nem que seja pra dizer a que vim, qual o propósito disso aqui. Mesmo que daqui a um tempo esse post fique tão enterrado lá nos arquivos, e que ninguém o leia nunca, pelo menos lá está, e não pode reclamar comigo que falta ao blog uma introdução.

Bom, como eu sou um fã de cinema e filmes em geral, estou sempre vendo, acho que não custa nada ter um lugar aonde posso falar o que achei de cada obra. Eu não sou burro não, sei analisar um filme em diversas palavrinhas "cinemescas" que só usam em premiações, hehehe.

Mas assim, vamos combinar. Não tenho saco pra ficar colocando aqui detalhes do filme, aqui não é banco de dados de filmes, se quiser saber quem é o diretor, ator, origem do filme, etc, vai no IMDB, ou qualquer site que o valha.